Por Hélio S. Júnior


Talvez você não saiba, mas o antigo Israel além dos Sábados também sempre guardou o Domingo. Não, eu não estou louco, nem blasfemando. Isso pode parecer algo estranho para ouvidos adventistas que geralmente associam a origem do Domingo com o paganismo. Porém posso afirmar com toda segurança, que sua origem provem de Deus,  e o mandamento para guarda-lo está registrado em Sua Santa Lei. O Senhor Deus (não Constantino ou o Papa) mandou os Israelitas guardarem o Domingo, o primeiro dia da semana.

O Domingo foi prefigurado na Lei

“Deus não joga dados.” (Albert Einstein)

Isto quer dizer que Deus nada faz por acaso. Quando Ele determinou que a Festa das Primícias, e a Festa de Pentecostes fossem celebradas no primeiro dia da semana, é porque as constituiu como figuras da ressurreição de Jesus e do nascimento da Igreja, eventos que deveriam acontecer exatamente nesse dia da semana.

A festa das primícias

“Trareis ao sacerdote um molho das primícias da vossa sega; no dia seguinte ao sábado o sacerdote o moverá” (Lv 23.10,11). (O dia seguinte ao sábado é o domingo.)

Essa festa apontava para a ressurreição de Cristo, como declarou Paulo:

“Mas na realidade Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem. Cada um, porém, na sua ordem: Cristo, as primícias, depois os que são de Cristo, na sua vinda” (1Co 15.20, 23).

A festa das primícias deveria ser celebrada, portanto, no dia em que Jesus havia de ressuscitar e que, justamente por isso, deixaria de ser, apenas, o primeiro dia da semana, para ser conhecido como o dia dominical, ou domingo. Portanto vemos que o antigo Israel  sempre guardou o Domingo na festa das Primícias, que era sempre o 1 º dia depois do sábado. Sem saber, era o Domingo da Ressurreição que eles estavam comemorando. 

A festa de pentecostes

“Contareis para vós, desde o dia depois do sábado, sete semanas inteiras (...) até ao dia seguinte ao sétimo sábado, contareis cinqüenta dias” (Lv 23.15, 16). (O dia seguinte ao sábado é o domingo. Essa cerimônia apontava para o nascimento da Igreja.)

Foi instituída no primeiro dia da semana como figura de que esse dia seria o dia da “inauguração da Igreja” e que, daí por diante, por divina inspiração, continuou sendo o dia das suas reuniões.

Concluímos, portanto, que os dois maiores eventos da história da humanidade, a Ressurreição de Cristo e o Nascimento da Igreja NÃO aconteceram por acaso no primeiro dia da semana.

Foi o próprio Deus quem determinou que a festa das primícias, tipo da ressurreição, e a festa de pentecostes, figura do nascimento da Igreja, acontecessem no primeiro dia da semana, o Domingo.

Agora você já sabe Biblicamente que não foi por acaso que toda aparição pós-ressurreição de Cristo que encontramos no Novo Testamento, quando nos é dito o dia que Ele apareceu, é sempre um Domingo (NÃO o Sábado). Isso mostra que Jesus escolheu propositalmente o primeiro dia da semana para se reunir com seus discípulos, para encorajá-los e exortá-los. 

Entretanto, os grandes acontecimentos de Pentecostes e da Ressurreição de nosso Senhor no primeiro dia da semana, não fazem do Domingo o Sábado Cristão (Sabbath), ele apenas diz que após a ressurreição de Jesus, o Sábado não é enfatizado. Quando um dia é mencionado em conexão com os aparecimentos do Ressuscitado Jesus, é sempre o primeiro dia da semana. 

Então o que aconteceu com o Sábado, já que ele não foi mudado para o Domingo?

As outras Festas Judaicas e o Sábado

A Bíblia afirma que as festas judaicas, assim como o Sábado eram sombras. Essas figuras eram tipos das realidades que se haveriam de cumprir (e se cumpriram), em Jesus Cristo, o Messias, como está escrito: 

“Tendo a lei a sombra dos bens futuros e não a imagem real das coisas (...)” (Hb10.1). 

"Ora, tudo isto lhes sobreveio como figuras, e estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos" (1 Co 10.11). 

Por exemplo:

a) o sangue do Cordeiro da Páscoa, nos umbrais das portas, livrava da morte quem estava na casa (Êx 12.21-24). Era tipo ou figura do sangue do “Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo” que nos livra da morte eterna (Jo 1.29; Ap 5.8, 9).

b) o sábado, descanso para os homens e os animais (Dt 5.14,15), é sombra ou figura de Cristo, o verdadeiro descanso para nossas almas: 

“Vinde a mim os que estais cansados e oprimidos (...) e encontrareis descanso (sábado) para vossas almas” (Mt 11.28, 29). (Sábado, em hebraico, significa descanso.)

Jesus é o nosso descanso sabático, e não um período de tempo de 24 horas. 

"Assim, ainda resta um descanso sabático [sabbatismos] pois todo aquele que entra no descanso de Deus, também descansa das suas obras, como Deus descansou das suas [Gn 2:2-3]. Portanto, esforcemo-nos por entrar nesse descanso, para que ninguém venha a cair, seguindo aquele exemplo de desobediência." (Hebreus 4:9-11, NVI)

Você já encontrou esse Descanso em Cristo? A palavra sabbatismos (traduzida aqui por descanso sabático) é encontrado apenas uma vez na Bíblia. O Sábado da antiga aliança era apenas uma sombra da obra de Cristo. Hebreus 3 e 4 confirmam isso. Resta apenas UM Sábado (Hb 3:17 - 4:11) na Nova Aliança, os outros foram abolidos na cruz, os quais eram sobras de realidades encontradas em Cristo (Col. 2:16, 17). Que sábado (descanso) é esse? O Senhor Jesus, Ele é o verdadeiro repouso do Sábado. Temos um novo dia, "Hoje", esse é o descanso do Evangelho. (Hb 4:7) 

Portanto, tanto as festas judaicas (os sábados anuais) como os sábados semanais cessaram. Paulo não deixa dúvidas quanto a isso: 

“Ninguém vos julgue por questões (...) dos dias de festas (cerimônias anuais, como a páscoa, tabernáculos); ou de lua nova (cerimônias mensais); ou de sábados (cerimônias semanais).

“Guardais dias (sábado), e meses (luas novas), e tempos (festas anuais como a páscoa), e anos (ano sabático, ano do jubileu) (Gl 4.9, 10; Lv 25.9-54).

Fonte: http://adventismonamiradaverdade.blogspot.com.br