UMA PARÁBOLA DO EVANGELICALISMO BRASILEIRO

by - março 05, 2019


POR MARCO ELIAS


Recentemente recebi um vídeo curto pelo Whatsapp. Quando ia descartá-lo, percebi que o mesmo reflete a dura realidade das denominações evangélicas brasileiras e o modo como a sociedade enxerga os grupos evangélicos. Neste caso não adianta o uso de disfarces ou os famosos golpes de marketing denominacional.


A caminhonete representa o cristianismo bíblico dado por Deus para levar mantimento às almas famintas e necessitadas. Os indivíduos que realmente estão empurrando a caminhonete representam os ministros do evangelho fiéis a Deus (independente de placas denominacionais), os quais estão junto com as massas, no meio do povo. Representam aqueles que colocam as mãos onde está o problema. Sujam os pés e as mãos no trabalho evangelístico difícil.

O individuo apontado pela seta verde representa os sistemas eclesiásticos que vivem de marketing religioso na web e nas mídias diversas, além da divulgação de dados fantasiosos no púlpito, e que podem ser divididos em três subgrupos:

SUBGRUPO 1 ► O indivíduo da seta verde representa as denominações que possuem a boa teologia reformada, mas nunca cumpriram a grande comissão de Cristo, por causa de sua crença no determinismo estoico fantasiado de cristianismo. Eles acham que não precisam fazer nada, pois (em tese) Deus já fez tudo na eleição antes da fundação do mundo. (Distorção do sentido original do texto bíblico).

SUBGRUPO 2 ► O indivíduo da seta verde também representa alguns grupos denominacionais praticantes da pesca de aquário, que sempre viveram de falar mal das outras denominações (mas gostam de pescar nelas). Tais grupos nunca abriram um ponto evangelístico dentro de qualquer presídio brasileiro, nunca abriram sequer uma única casa de recuperação de dependentes químicos, evitam os problemas e polêmicas da sociedade para não sujar os pés e as mãos. Diferente daquilo que Jesus pregava e fazia.

SUBGRUPO 3 ► O individuo da seta verde representa também o sistema eclesiástico coronelista, cujo comando não reconhece que a grandeza do sistema se deve ao trabalho árduo e voluntário de obreiros simples, fiéis e tementes a Deus, que são convocados a qualquer momento, como se o sistema fosse dono deles. Jesus pregou contra este tipo de artifício. Paulo também pregou contra isto. “Digno é o obreiro do seu salário”.

Que Deus tenha piedade do seu povo e que as nossas atitudes possam limpar e melhorar a imagem do evangelicalismo brasileiro, que anda manchada perante a sociedade!

Que Deus nos abençoe!

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